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História

Atualizado em 19/11/14 09:24.

História

 

No Grupo de Estudos Educação e Ciências Humanas tem sido realizada a discussão sobre os fundamentos das ciências humanas e sobre o ensino desta área de conhecimento. Foram concluídas duas pesquisas: O ensino das ciências humanas na rede publica municipal de Goiânia (concluída em 2002), e Os conceitos básicos das ciências humanas e a formação de professores (concluída em 2007). Encontra-se em andamento a pesquisa Os fundamentos das ciências humanas. A teoria marxiana é o fundamento das pesquisas e estudos realizados pelo grupo, destacando-se a sua concepção de homem e sociedade.

Segundo Marx, o elemento essencial de constituição da sociabilidade humana é o trabalho, compreendido como ação produtora, criadora, expressão da práxis. Por meio do trabalho o ser humano transforma a realidade que o cerca e a si próprio, relacionando-se com a natureza e com os outros seres humanos, definindo a sociedade como o produto da ação recíproca dos homens. A partir desses pressupostos caracterizamos o ensino de ciências humanas como o trabalho com a construção de conceitos no âmbito dessa área de conhecimento composta pela sociologia, ciência política, antropologia, história e geografia. Cada uma dessas ciências trabalha um conceito fundamental: a sociologia, o conceito de relações sociais; a ciência política, o conceito de política; a antropologia, o conceito de cultura; a história, o conceito de tempo, e a geografia, o conceito de espaço. Todos esses conceitos possuem como suporte o conceito marxiano de trabalho.

Assim, a partir dos estudos e pesquisas realizadas foram publicados vários trabalhos, dentre eles destacam-se os livros: Desafiando o Leviatã – sindicalismo no setor público (2000); O trabalho e a identidade política da classe trabalhadora (2002); Educação e trabalho na sociedade capitalista (2005); As ciências humanas no ensino básico (2007). O capítulo A educação para além da escola: o caráter educativo dos movimentos sociais, na coletânea Os saberes do nós (2004).

Desde o ano de 2001, tendo adotado a abordagem da Teoria crítica da Escola de Frankfurt, os integrantes do Grupo de Estudos em Teoria Crítica e Educação promovem debates e pesquisas internos entre alunos e professores da graduação e da pós-graduação, bolsistas de pesquisas PIBIC, PIVIC e PROLICEN e discutem projetos de mestrandos e doutorandos em orientação.

Filiado ao Programa de pós-graduação da FE/UFG, e do diretório no CNPq Filosofia e Educação, o Grupo de Estudos em Educação e Teoria Crítica propõe realizar estudos sobre fundamentos da teoria do conhecimento que embasam o pensamento dos principais autores da Escola de Frankfurt, sobretudo, Adorno, Benjamin, Horkheimer e Marcuse.

As discussões pretendem desvelar a apropriação afirmativa da categoria de práxis educacional na cultura considerando suas contradições. Para tanto, emerge da discussão metodológica o conflito da relação entre sujeito e objeto, bem como o papel da arte na educação como fonte de emancipação e dominação, desmistificando-a como um ideal de trabalho.

Os estudos são sistematizados e dirigidos quinzenalmente e versam sobre textos selecionados de Marx e Freud.. As temáticas dos textos estudados são renovadas a cada semestre e são selecionadas no sentido de atender a necessidade de estudos básicos da teoria crítica na interface com a educação; tendo como princípio atender aspectos da discussão no âmbito da subjetividade e da sociedade.

Fruto desses estudos destaca-se as pesquisas: A influência do videogame na formação de crianças de 3ª a 4ª série – um estudo do jogo eletrônico como mediação cultural (PROLICEN, 1999); Indústria cultural e infância – um estudo com crianças de 1ª a 2ª séries do Ensino Fundamental sobre a identificação com a violência no universo do videogame (PIBIC/PIVIC, 2004), Jogos eletrônicos e massificação infantil – uma análise da imposição e aceitação de valores culturais na infância à luz da teoria crítica (PIBIC, 2005); e, A pesquisa de iniciação científica (PIBIC) na área de humanas da UFG - um estudo da experiência e dos impactos sociais e culturais na formação do aluno pesquisador (2004-2006). Além de artigos, estudos sistematizados, orientações de trabalhos da pós-graduação e coordenação de eventos sobre a temática elaborou-se o livro: Teoria crítica e Epistemologia - O método como conhecimento preliminar (2007).

Exposto isso, com a implantação do NUPESE pretende-se criar atividades que proporcionem um ambiente acadêmico livre e aberto de discussões sobre o marxismo e a teoria crítica visando acrescentar fundamentos do conhecimento à formação de alunos da graduação e da pós-graduação. Mas, sobretudo, ampliar os estudos referentes aos grupos existentes estendendo as discussões às mais variadas áreas do saber na interface com a educação e a cultura.

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